.
Não sou uma escritora assídua, daquela que marca hora para escrever.
O meu caos não é programável.
Escrevo aqui quando não tenho meus rascunhos por perto, ou, quando a caligrafia é trêmula demais, a ponto de não ser possivel entender.
Normalmente, pego pedaços de papel e vou montando meu quebra-cabeça, é raro eu formatar um texto, despretensiosamente, deixá-lo voar aqui, digo voar, porque a palavra escrita nada mais é que a asa dada àquele que tem coragem. Imaginar é jogar-se, sem receio de cair.
Tenho andado mórbida, gélida, com uma bomba-relógio no peito.
Temo ter perdido muitos litros de sangue com tantas quedas, estou apática, pálida, paralítica.
Retroceder e não ceder.
Não posso fechar os olhos na esperança de dias melhores, pois para esses existirem, preciso doar toda minha atenção, ver tudo minuciosamente de perto, cada pixel da imagem, cada gota do copo d'água. Analisar, refletir, viver ou definhar.
Só sente quem vive, mesmo que num corpo cansado, com a mente bombardeada de tanto pesar.
Há tempos, pensei estar sozinha.
Não estou, tenho em mim toda a força de um inferno, toda intensidade de um temporal.
Quem mais poderia sobreviver àquilo que julga não suportar? Quem narraria cada centímetro de queda se não fosse a mesma que toca o chão?
Somos nós, escritores, protagonistas, antagonistas e coadjuvantes da própria história.
Tecemos a tela branca, límpida, como quem escreve com os olhos o caminho da própria alma. Qual a cor que a alma tem? Qual o peso que ela carrega? Qual a forma da sua alma? Andará por onde aquilo que me guia? Recorrer à quem, se não a si próprio?
Tenho escutado declarações acerca da minha 'indiferença' e 'frieza' para lidar com assuntos delicados.
Cada um joga com a peça que tem. E que não me falem: 'o amor não é um jogo..', esse sim é um. Joga-se psicologicamente, com o corpo, com a estratégia, com a distância.
Estou jogando com a vida, e ela, por sua vez, me jogando de todos os lados.
Sobreviver é pra quem tem coragem, desistir de viver é pra quem tem coragem também.
Nunca havia sentido medo de viver.
As vezes acho que tenho mais coragem pra encarar a Dama Negra, de rosto escondido, me parece um diálogo mais fácil, mais sincero.
A vida tem sido ácida, intragável.
Mesmo sem ter provado o beijo fatal, idealizo a pseudo Dama Negra de forma mais doce e admirável que outrora.
Quero a dose toda, de uma só vez.
Já não dá mais para degustar o próprio sangue em conta-gotas.
Mas eu decidi, hoje não, hoje não vou morrer.
O caos me move,
O caos me faz mover,
o caos me transforma em vida
o caos me faz desaparecer.
.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
Queda Livre -
Tenho tendência ao pessimismo interno e à alegria exterior.
Venho falar de dualidade.
Simplicidade na vida, dualidade nas coisas. Daquelas pessoas que você usa o adjetivo "engraçada, divertida, da noite" e que no final da noite, se rende à mais gélida sensação de viver: a impotência, a falta de antídoto contra os próprios medos.
Como sustentar uma visão dupla de um bilhão de fatos acontecendo rente à pele?
Como um turbilhão de coisas podem passar pelos meus olhos e brotarem em minha mente tantos conceitos reais e surreais tão anacrônicos?
Aquela certeza de estar fora do próprio mundo, longe demais de tudo, fora do padrão, fora do tempo, fora de qualquer molde.
"Peixe fora d'água, borboletas no aquário.." - Definição mais que própria pro momento.
Podem achar que estou um tanto perdida e angustiada. Pois não estou. É na falta de rótulos e roteiros que me encaixo.
Sei que assim como eu, milhares de pessoas compartilham das mesmas vontades, assim, formamos (sem querer) um subtipo de alguma coisa indefinida.
Contradição - Uma constante e invariável por aqui. O que torna a vida um jogo interessante. Você precisa traçar uma meta, uma estratégia e por mais que use a inteligência e tantos outros artifícios para vencer sempre, chegamos ao obstáculo da nossa essência: somos falhos.
Falhar, por mais negativo que seja, só é o o empurrão que precisamos pra voar, descobrir novos horizontes e/ou ver os mesmos horizontes com lentes diferentes de outrora.
É como estar em queda livre. Só sentirá o vento, da física, se cair. Jogando-se ou não, é o primeiro passo.
Quando caimos, abrimos um leque de possibilidades. VocÊ pode cair até o chão, sem nenhuma proteção. VocÊ pode fazer da sua queda algo prazeroso, que te acrescente uma situação única na vida, você pode fazer da sua queda uma experiência ímpar.
Quem não cai, não nota a sensação de estar acima dos olhos comuns.
Comecei a escrever sem ter um "norte", despretenciosamente pela paixão de aglomerar letras até fazerem sentido ou não.
E sem "norte" vou, deixando a minha queda e o vento me levarem, descobrindo cores, intensidade e formas ainda não vistas.
Descobrir é para poucos. Quem não arrisca não vê o mundo de cima.
Se quiser vir comigo, tenho uma camisa de força sobrando.
Venho falar de dualidade.
Simplicidade na vida, dualidade nas coisas. Daquelas pessoas que você usa o adjetivo "engraçada, divertida, da noite" e que no final da noite, se rende à mais gélida sensação de viver: a impotência, a falta de antídoto contra os próprios medos.
Como sustentar uma visão dupla de um bilhão de fatos acontecendo rente à pele?
Como um turbilhão de coisas podem passar pelos meus olhos e brotarem em minha mente tantos conceitos reais e surreais tão anacrônicos?
Aquela certeza de estar fora do próprio mundo, longe demais de tudo, fora do padrão, fora do tempo, fora de qualquer molde.
"Peixe fora d'água, borboletas no aquário.." - Definição mais que própria pro momento.
Podem achar que estou um tanto perdida e angustiada. Pois não estou. É na falta de rótulos e roteiros que me encaixo.
Sei que assim como eu, milhares de pessoas compartilham das mesmas vontades, assim, formamos (sem querer) um subtipo de alguma coisa indefinida.
Contradição - Uma constante e invariável por aqui. O que torna a vida um jogo interessante. Você precisa traçar uma meta, uma estratégia e por mais que use a inteligência e tantos outros artifícios para vencer sempre, chegamos ao obstáculo da nossa essência: somos falhos.
Falhar, por mais negativo que seja, só é o o empurrão que precisamos pra voar, descobrir novos horizontes e/ou ver os mesmos horizontes com lentes diferentes de outrora.
É como estar em queda livre. Só sentirá o vento, da física, se cair. Jogando-se ou não, é o primeiro passo.
Quando caimos, abrimos um leque de possibilidades. VocÊ pode cair até o chão, sem nenhuma proteção. VocÊ pode fazer da sua queda algo prazeroso, que te acrescente uma situação única na vida, você pode fazer da sua queda uma experiência ímpar.
Quem não cai, não nota a sensação de estar acima dos olhos comuns.
Comecei a escrever sem ter um "norte", despretenciosamente pela paixão de aglomerar letras até fazerem sentido ou não.
E sem "norte" vou, deixando a minha queda e o vento me levarem, descobrindo cores, intensidade e formas ainda não vistas.
Descobrir é para poucos. Quem não arrisca não vê o mundo de cima.
Se quiser vir comigo, tenho uma camisa de força sobrando.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
- Enjoy the Silence -
Nunca havia ficado sem palavras e com a boca tão próxima do silêncio.
Eu, um ser falante, que tem necessidade de expressar todos os conceitos e {des}conceitos de tudo, me vi sem respostas, sem ponto de partida.
Seu silêncio não é vazio, é cheio de ideias, seu silêncio diz tudo e me faz sonhar.
É na ausência da sua voz que descubro como é bom tê-la "perto".
É na falta que me faz que se faz necessário te ouvir, nem que ouvir seja apenas o tão (ben)dito silêncio..
Eu que sempre senti medo do vazio, do não falado, do não interpretado. Com você aprendo a existir de outro ângulo.
É o seu silêncio que me faz falar de amor, do pseudo "amor louco sem fronteiras". É sua falta de coragem que me faz querer.
Você me pegou pelos pés e me senti mais forte, te descobri como se descobre o segredo da vida.
Eu, tão munida de frases prontas, clichês e filosofia me rendi ao monocromático sentido das suas respostas. Eu que sempre estou em busca delas.
Não há resposta pra tudo, você me ensinou. O que move são as perguntas e não há coerência em ser tão objetiva se essa coisa toda é tão variável.
Quero viver nesse silêncio que diz tudo, pois nesse silêncio há você.
P.s.: Você precisava rezar, mas não faça isso. Tenho que contar, sou o demônio que te acompanhará o resto da vida.
Eu, um ser falante, que tem necessidade de expressar todos os conceitos e {des}conceitos de tudo, me vi sem respostas, sem ponto de partida.
Seu silêncio não é vazio, é cheio de ideias, seu silêncio diz tudo e me faz sonhar.
É na ausência da sua voz que descubro como é bom tê-la "perto".
É na falta que me faz que se faz necessário te ouvir, nem que ouvir seja apenas o tão (ben)dito silêncio..
Eu que sempre senti medo do vazio, do não falado, do não interpretado. Com você aprendo a existir de outro ângulo.
É o seu silêncio que me faz falar de amor, do pseudo "amor louco sem fronteiras". É sua falta de coragem que me faz querer.
Você me pegou pelos pés e me senti mais forte, te descobri como se descobre o segredo da vida.
Eu, tão munida de frases prontas, clichês e filosofia me rendi ao monocromático sentido das suas respostas. Eu que sempre estou em busca delas.
Não há resposta pra tudo, você me ensinou. O que move são as perguntas e não há coerência em ser tão objetiva se essa coisa toda é tão variável.
Quero viver nesse silêncio que diz tudo, pois nesse silêncio há você.
P.s.: Você precisava rezar, mas não faça isso. Tenho que contar, sou o demônio que te acompanhará o resto da vida.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O Caos, os dedos, os riscos.
O caos me leva a escrever.
Não costumo escrever quando tudo está bem, não tem graça narrar uma vitória. Sou movida por derrotas.
Enfrente ao computador, com os dedos congelando e dançando freneticamente em um movimento uniforme traço meus embaraços.
Nunca gostei de relatar meus sorrisos, é a desesperança que me leva ao abismo do "ser ou não ser".
Ela é surreal, sim, vem andando de forma platônica dentro de um deserto imaginário.
Tudo aqui é só imaginação, o toque, o cheiro, tudo programado para parecer real.
Ela sempre tem esse sorriso sacana entre os lábios e os dedos, sempre esteve com o domínio de tudo, enquanto eu dançava com a respiração descompassadada, querendo ter toda sua atenção.
Sempre tentei entender a dualidade das coisas, descobri que não me é possível, partindo do princípio que SOU a dualidade das coisas.
Não sei lidar com ossos e olhos tão de perto, lutei a vida toda até chegar aqui para ter o singelo direito de ver e sentir a leveza das coisas.
O mundo é mais gostoso quando está em suas mãos, os movimentos harmônicos e as voltas que ele dá. Fica tudo em seu lugar.
E nisso, tanto medo.
Medo de não ter meu mundo particular ao acordar. Medo de não sentir a ausência dos teus braços. Não suportaria não ter você, nem mesmo em sonho, não suportaria a ausência dos desvaneios.
Escreveria pra quem? Nem mesmo teria pra onde ir.
Você não me ouve, não olha em meus olhos. O que se passa aqui dentro não é fumaça, não é brisa matinal. É tormenta, furacão, tempestade. Dessas que arrastam tudo que encontra no caminho. Não te quero pouco, bem menos de longe.
Me perdi na estrada da ilusão e da realidade. Perdi tudo nessa estrada quando te encontrei.
Não vou perder você, não posso perder a única coisa que me mantem caminhando.
Seguir sempre, foi isso que você me disse.
Não costumo escrever quando tudo está bem, não tem graça narrar uma vitória. Sou movida por derrotas.
Enfrente ao computador, com os dedos congelando e dançando freneticamente em um movimento uniforme traço meus embaraços.
Nunca gostei de relatar meus sorrisos, é a desesperança que me leva ao abismo do "ser ou não ser".
Ela é surreal, sim, vem andando de forma platônica dentro de um deserto imaginário.
Tudo aqui é só imaginação, o toque, o cheiro, tudo programado para parecer real.
Ela sempre tem esse sorriso sacana entre os lábios e os dedos, sempre esteve com o domínio de tudo, enquanto eu dançava com a respiração descompassadada, querendo ter toda sua atenção.
Sempre tentei entender a dualidade das coisas, descobri que não me é possível, partindo do princípio que SOU a dualidade das coisas.
Não sei lidar com ossos e olhos tão de perto, lutei a vida toda até chegar aqui para ter o singelo direito de ver e sentir a leveza das coisas.
O mundo é mais gostoso quando está em suas mãos, os movimentos harmônicos e as voltas que ele dá. Fica tudo em seu lugar.
E nisso, tanto medo.
Medo de não ter meu mundo particular ao acordar. Medo de não sentir a ausência dos teus braços. Não suportaria não ter você, nem mesmo em sonho, não suportaria a ausência dos desvaneios.
Escreveria pra quem? Nem mesmo teria pra onde ir.
Você não me ouve, não olha em meus olhos. O que se passa aqui dentro não é fumaça, não é brisa matinal. É tormenta, furacão, tempestade. Dessas que arrastam tudo que encontra no caminho. Não te quero pouco, bem menos de longe.
Me perdi na estrada da ilusão e da realidade. Perdi tudo nessa estrada quando te encontrei.
Não vou perder você, não posso perder a única coisa que me mantem caminhando.
Seguir sempre, foi isso que você me disse.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
. Coração Dispara até sufocar .

'Sabe essa dor no peito?
Sabe quando não tem jeito?'
13/01/10 - O ano começou há pouco tempo, nada mudou.
Minha angústia suprema continua me dilacerando a cada segundo, essa minha imperfeição me consome.
Sempre no estado de alerta, sempre preocupada. Os meus, os seus, os nossos problemas me fazem morrer aos poucos e de um tempo pra cá esse pouco virou muito. A tragada no cigarro queima minhas esperanças, não quero beber, não quero sair, não quero querer nada.
Pensei em procurar um psicólogo, mas para que? Para saber a devolutiva que já conheço há 19 anos? De que me adianta se não vou mudar? Se não posso me deletar ou dar um f5 em tudo.
Não tô preocupada com o fim do mundo, não quero aprender teoria nova, não quero me conhecer.. me entender seria suicídio.
Estou me desfazendo com intensidade. Vejo células mortas pelo meu rosto a cada vez que (infelizmente) olho no espelho.
E daí?
Essa mortalidade é minha, esse defeito é meu.
Chega de achar que posso ser melhor, chega de enganar minhas enganações desonrosas.
Chega, já deu.
Não quero mais me dividir, já estou em pedaços faz tempo.
Não quero fugir, bem menos continuar aqui.. preciso de abrigo, mesmo que seja em território inimigo.
Quem me ama ainda me quer? Quem me quer, me ama?
Quem me ama? Eu me amo? Minha mãe me ama? Meus amigos onde estão?
Todos que me conhecem BEM estão dizendo há tempos que sou um incognita, sou um mistério.. tenho várias vidas em uma só.
É isso, de tantas vidas que vivo já não suporto nenhuma no meu peito.
Quero estar em tantos lugares ao mesmo tempo que esqueço de me encontrar.
Eu preciso de mim, mas não posso contar a intensidade.. vocês não entenderiam como me sinto. Sou a imagem que não queria refletir. Já não quero ter imagem.
Pra mim é agora, o momento.. e esse momento já tanto faz.
Nada me empolga mais, viver não me motiva.
Hoje mesmo deu um conselho 'querida, viver é melhor que sonhar. Chorar muito nos faz perder a vontade de levantar. Deixa a decepção de lado e siga enfrete..'
E aí, por que isso não se encaixa comigo. Tenho minhas respostas mas não consigo aplicá-las. Hoje jão nem sei se quero melhorar e se há essa chance.
Chega de mim, chega de sofrer nesse mundinho particular, nesse labirinto que me enfiei e que não há volta.
Falta mesmo é coragem pra acabar.
Desabafei, mas a dor não vai embora. Não me sinto leve, não consigo chorar.
Este é o tempo em que nada me alivia mais.
Escuta Jess, este é meu ultimo recado.
Estou sendo sincera com você, tem muita gente dentro de nós. O espaço é curto, o tempo bem mais.
Essa Jess que vos fala, Jess, não quer mais morar em você.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
. O Grito ensurdecedor de um mudo aflito .

Vim hoje para escrever nada.
Falar nada, pensar nada.
O nada pode ser tudo que se precisa, o silêncio rejuvenesce a alma.
As vezes tenho essa necessidade, de sumir e esvaziar.
Sentir-se vazio é bom, uma vez vazio se pode encher.
E encher pra mim é bom. Guardar em si tudo que se pode e depois, esvaziar.
Essa duplicidade ‘encher-esvaziar’ tem me consumido as horas.
Fico aqui sem querer ver pessoas, sem querer ouvir musica, sem querer querer, querendo desde então.
Nessa tentativa de não querer já começo a querer sem perceber a contradição.
Falando em contradição, deveria este ser meu nome.
Quero muito o que nem sei, vivo por que quero, sou possessiva mas sei desse vicio, é o mesmo que se saber o dia da própria morte e nada fazer.
Nasci assim, pequena e forte. O que não me causa nenhum espanto. Força pra mim é questão de ponto de vista.
Ser forte é subjetivo, quem é mais forte? O que esconde suas lágrimas e aparentemente não se deixa abalar ou o que grita aos quatros cantos a sua dor?
Não seria eu tão ignorante a ponto de responder essa incógnita que é propriamente minha.. meu.. já me vejo outra vez possuindo sem pedir licença.
Mas como eu havia dito, quero falar de nada..
Quero ficar nesse domingo de calor de 30 pra mais, assim.. quieta, repousando para logo me encher, pensando em não pensar nada e soltando minhas escrotas palavras no papel.
Sempre haverá essa necessidade na minha essência.. FALAR!
Mesmo que seja sozinha, vou vivendo, contradizendo, morrendo e nascendo todos os dias, até o ultimo, se esse existir.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
OZZY OSBOURNE – TODOS OS MOTIVOS PARA SER UMA LENDA VIDA DO ROCK!
A história pessoal e artística de John Michael Osbourne, conhecido como Ozzy Osbourne, é muito extensa e curiosa, assim precisando de alguns milhares de caracteres para tentar resumir a grandeza desse ícone. Ozzy nasceu na Inglaterra , aos vinte anos montou sua primeira banda, o Polka Tulk. Ao longo de sua carreira muitos desencontros, fatalidades, casos interessantes e que nem todos tem conhecimento. Depois de tanta luta no cenário musical, nada mais justo do que vê-lo como herói do rock e aclamá-lo com os títulos de "O Pai do Heavy Metal" e "Príncipe das Trevas" e no final desse post você saberá o por que.
- Como surgiu o BLACK SABBATH
E em 1969, após descobrir a existência de uma banda homônima, Tony Iommi (guitarra), William "Bill" Ward (bateria), Ozzy Osbourne (vocais) e "Geezer" (baixo) decidem adotar outro nome. O nome e a temática do Black Sabbath surgiu quando todos os integrantes andavam pela "cidade natal" da banda. Quando passaram em frente a um cinema no qual estava passando um filme de terror. Ozzy e Tony pensaram "As pessoas pagam para ver isso? Para sentir medo? Pode ser que dê certo" e então puseram o nome do cinema na banda e desde então compuseram músicas sobre a morte, o Diabo e coisas do gênero.
- A Saída do Black Sabbath
Após nove anos junto ao Black Sabbath, o oitavo álbum da banda, “Never Say Die!” (1978), veio para marcar a saída de Ozzy. Decidido a seguir carreira solo, ele forma o Blizzard of Ozz juntamente o guitarrista Randy Rhoads, o baixista Bob Daisley e o baterista Lee Kerslake, sendo que o primeiro álbum, de mesmo nome, foi lançado na Inglaterra em fita demo, no ano de 1980 e nos EUA e no resto do mundo, no ano seguinte.
- Carreira Solo
O vocal de Ozzy somado ao talento de Randy Rhoads renderam a 7ª posição na parada inglesa e a 21ª na norte-americana para os hits “Crazy Train” e “Mr. Crowley”.
Com o lançamento do segundo álbum, deu-se início a turnê pela Europa, só que três apresentações depois, Ozzy teve um colapso nervoso e todos retornaram aos EUA para que ele pudesse descansar. Recuperado e com uma super produção, recursos de última geração para o palco e seis mil cópias do primeiro álbum sendo vendidas a cada semana, Ozzy voltou à ativa.
- O verdadeiro Batman do Rock!
Tudo aconteceu quando um fã, durante o show, atirou um morcego ao palco e Ozzy, acreditando se tratar de um artefato de plástico, mordeu a cabeça do animal e acabou tendo que tomar várias injeções anti-rábicas. O medicamento causou-lhe choques anafiláticos, entre outros problemas de saúde. Chegou-se até a ser divulgada a sua morte, que foi desmentida pelo próprio vocalista. Em resposta, Ozzy Osbourne, de forma irônica, disse saber que pessoas podem morrer de raiva após serem mordidas por morcegos, mas que nunca ouviu falar que alguém pode morrer de raiva por ter mordido um morcego. Além disso, a grande repercussão por parte da imprensa sensacionalista levou entidades de proteção aos animais a protestarem contra os shows, inclusive, alguns tiveram que ser cancelados. Mesmo com tantos incidentes, a turnê continuou.
- A morte do guitarrista e melhor amigo de Ozzy
Em meio à ascensão pungente da banda, um fato trágico estava por vir. No dia 19 de março de 1982, durante uma parada na viagem que levaria Ozzy a Flórida para um show, parte da banda decidiu descansar a bordo do ônibus e o motorista, que também tinha licença para pilotar, convidou Jake Duncan e Don Airey para fazer um passeio aéreo e ao aterrissar, estendeu o convite a Randy Rhoads e Rachel Youngblood (maquiadora).
Acredita-se que o piloto, ressentido pelo conturbado divórcio, tenha visto sua ex-esposa entrando no ônibus e decidiu lançar o avião contra o veículo. O ônibus onde estavam Ozzy, sua esposa e outros membros da banda não ficou muito danificado e ninguém ficou ferido, mas o avião explodiu, matando todos os passageiros. Ozzy entrou em profunda depressão com a perda de Randy Rhoads (seu melhor amigo) e decidiu adiar seus planos para o lançamento de um álbum ao vivo com o material gravado durante os shows, optando por uma coletânea de clássicos do Black Sabbath.
- Agora é uma pomba Ozzy?!
Ozzy assinou contrato com a Epic Records e Sharon (sua esposa) decidiu que seria interessante um pouco de publicidade. A idéia inicial era que Ozzy soltasse duas pombas durante um encontro com os executivos da gravadora só que, a despeito dos acontecimentos com o morcego, Ozzy libertou uma das pombas e arrancou a cabeça da outra a dentadas.
- Suicide Solution?!
Muito longe dos palcos, em outubro de 1984, John M. de 19 anos comete suicídio e, de acordo com a polícia, a música “Suicide Solution” ainda tocava em seus fones de ouvido quando o corpo fora encontrado. Dois anos depois, três processos de incitação ao suicídio vieram à tona e, em janeiro de 1986, através de seu advogado Thomas Anderson, a família de John acusou Ozzy de no documentário “Don’t Blame Me”, utilizar uma técnica conhecida como “Hemisync”, que consiste em sincronizar as ondas de ambos os hemisférios cerebrais para se atingir estados alterados de consciência, tornando o ouvinte aberto às sugestões e capaz de vívidas alucinações. O processo durou praticamente um ano e foi arquivado pela Suprema Corte da Califórnia. Curiosamente, a música “Suicide Solution”, escrita após a morte de Bon Scott (vocalista do AC/DC) por hipotermia, após dormir bêbado em seu carro durante uma noite de inverno, adverte sobre os perigos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Nesse mesmo ano, Ozzy lança o álbum “The Ultimate Sin” com a substituição de Tommy Aldridge por Randy Castillo e de Bob Daisley por Philip Soussan. Apesar do sucesso da música “Shot in the Dark”, o álbum é considerado medíocre pela maioria da crítica e pelo próprio vocalista.
- Tributo a Randy Rhoads
Já em 1987, motivada pelas centenas de cartas de fãs interessados em material inédito do guitarrista, a mãe de Randy Rhoads entra em contato com Ozzy que decide reunir seus arquivos e enviá-los a Max Norman – produtor de seus três primeiros álbuns. O resultado foi o lançamento do tributo a Randy Rhoads (“Tribute”). Apesar do sucesso, eram freqüentes as discussões entre Lee e Ozzy devido ao péssimo comportamento do vocalista, cada vez mais envolvido com bebidas e drogas. Fatos que levaram a substituição do guitarrista por Zakk Wylde, pouco antes da gravação do “No Rest for the Wicked”. O álbum, por sua vez, obteve críticas excelentes e além do sucesso de “Crazy Babies” e “Breaking All the Rules”, destacou-se a música “Miracle Man”, onde Ozzy critica a hipocrisia de Jimmy Swaggart - pastor evangélico que fazia pregações contra ele em seu programa de TV, e que alguns anos depois foi descoberto frequentando um motel com prostitutas.
- O Príncipe das trevas do “bem”!
O ano de 1991 foi de grandes mudanças na vida pessoal do artista, já que Ozzy começou uma árdua batalha contra o alcoolismo. Reflexos dessa iniciativa ficaram nítidos em seu álbum subsequente, “No More Tears”, repleto de baladas (“Mama, I'm Coming Home” e “Time After Time”), letras autobiográficas (“Road to Nowhere”) e discussões sobre assuntos relevantes como, por exemplo, o abuso sexual de crianças ("Mr. Tinkertrain"). Os frutos dessa iniciativa se confirmaram através do Grammy de melhor música para “I Don't Want to Change the World”. Além de surpreender todos com essa nova postura, Ozzy intitulou sua turnê de “No More Tours” (“Sem mais turnês”), o que levou seus fãs a crerem que aquele seria seu último álbum. Em várias entrevistas, ele afirmava que estava cansado das viagens e gostaria de ficar mais com a família. Na época, acompanhado pelo guitarrista Zakk Wylde, o baterista Randy Castillo e o baixista Mike Inez, o "madman" chegou a cancelar shows devido à síndrome de abstinência da bebida. Isso não impediu que algumas apresentações fossem compiladas e transformadas em um álbum duplo (e seu respectivo vídeo), o “Live and Loud”.
- I’ll be back, baby!
Em novembro de 1992, na Califórnia, durante o show que seria um dos últimos da turnê (e da carreira de Ozzy), todos os membros originais do Black Sabbath surpreenderam o público ao entrar no palco e apresentar quatro clássicos: “Black Sabbath”, “Fairies Wear Boots”, “Iron Man” e “Paranoid”. Ao final do espetáculo, um painel de fogos de artifícios explodia na seguinte frase: "I'll be back" ("Eu voltarei"). Um vídeo foi gravado somente com as músicas resultantes da inusitada apresentação dos membros do Sabbath, e a turnê rendeu além de milhares de dólares, presenças ilustres como: Nicolas Cage, Rod Stewart e Vince Neil e, em 1993, Ozzy estava oficialmente aposentado. Em 1992 Ozzy Osbourne ficou nas paradas com a música "Mama, I'm Coming Home".
A aposentadoria não durou muito e, mesmo levando alguns fãs a crer que tudo não havia passado de uma jogada de marketing, Ozzy decidiu reunir novamente sua banda. Em 1995, era lançado o “Ozzmosis”, produzido por Michael Beinhorn. A princípio, Zakk Wylde (ocupado com sua banda Pride and Glory) dividiria seu posto com Steve Vai, só que devido a problemas com a gravadora, apenas a música “My Little Man” tem a participação de Vai. A turnê, por sua vez, levou o sugestivo nome de “Retirement Sucks” - alusão, ou melhor, explicação ao retorno de Ozzy. Zakk foi convidado a participar da turnê, mas por estar negociando com o Guns and Roses acabou sendo substituído por Joe Homes (ex-David Lee Roth). Geezer Buttler também não durou muito (devido a problemas familiares) e deu lugar a Mike Inez.
- OzzFest
No final de 1996, Ozzy e Sharon promoveram a primeira edição do OzzFest, onde se apresentaram (entre outros): Sepultura, Slayer, Powerman 5000, Biohazard, Fear Factory e Cellophane. No ano seguinte (1997), o OzzFest ganhou uma segunda edição com dois palcos, onde se apresentaram bandas das mais diversas vertentes do metal. No palco principal: Powerman 5000, Fear Factory, Type O Negative, Pantera, Ozzy Osbourne (Mike Bordin, Robert Trujillo e Joe Holmes), Black Sabbath (Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler) e Marilyn Manson (que foi retirado de algumas apresentações devido à pressão das autoridades).
As 29 apresentações (em cidades diferentes) do OzzFest 2000 foram um sucesso. Ozzy era a atração principal, seguido por ícones como Pantera, Godsmack, System of a Down, Methods of Mayhem e P.O.D..
No final de 2001, Down to Earth foi lançado e pela décima quarta vez Ozzy recebeu o "disco de ouro" da R.I.A.A por atingir 500 mil cópias vendidas. Em 2002, a MTV americana começou a apresentar The Osbournes - uma espécie de reality show gravado na casa de Ozzy, onde câmeras registraram seis meses de convivência familiar do roqueiro, sua esposa e filhos. Em 12 de abril, Ozzy recebeu uma estrela na calçada da fama em Hollywood, além de ser convidado para um jantar na Casa Branca, com o objetivo de promover seu trabalho de proteção aos animais.
Em 2007 foi lançado o álbum Black Rain, muito bem aceito pela critica e fez Ozzy ser eleito o maior ícone da música.
Em 2008 Ozzy fez um show no Brasil, recebeu também o prêmio de lenda viva pelo Classic Rock Awards, na Inglaterra. Recentemente, Ozzy Osbourne gravou um comercial sobre World of Warcraft. No comercial, mostra Ozzy Osbourne em frente ao Lich King decidindo quem é o principe das trevas. Alguma dúvida?!
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Mesmo que você não seja tão fã de Heavy Metal como eu, Ozzy é uma cara ímpar, influenciou toda uma geração, sendo padrinho de muitas bandas, principalmente voltadas ao Heavy Metal.. ele merece toda nossa admiração, afinal, marcou a historia do Rock em geral.
Alguns sucessos serão eternos e vale a pena ouvir: Crazy Train, Suicide Solution, Mr. Crowley, Perry Manson, Bark at the Moon, Shot in the Dark, No More Tears, Mama, I'm Coming Home, Time After Time, Dreamer, Changes, Gets Me Through e I Don't Wanna Stop. (E todos os cds da vida dele também! Hahaha )
* Postado ao som do cd Blizzard of Ozz (1980) ligado no ‘repeat’ incansavelmente! Bom demais!!!!
O post ficou bem grande, obviamente.. com uma história dessa e com todo o significado de Ozzy, seria impossível resumir em tão pouco. Espero que tenham curtido, foi ótimo poder levar a vocês alguma coisa a respeito desse cara tão foda, que particularmente sou apaixonada.
Vejo vocês em breve, trazendo mais alguma coisa interessante sobre nosso tão amado ROCK AND ROLL!!
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